dez 26th
sexta-feira
O que importa é como as coisas se movem. Os instantes.
As danças, os passos, as quedas. O salto quebrado no meio da festa. A cama vazia. A casa cheia. A rua em sua imensidão fazendo sons vibrantes percorrerem o tempo. O tempo. As coisas. Os rostos. As máscaras.
Acredito apenas na incompletude das coisas e, ansiosa por apreender algo concreto nos detalhes fluidos, tomo como missão a tarefa de inventar passos de dança no infinito do que as letras podem inventar. Elas bailam indefinidamente. Inventam fugas. Rodopiam angustiadas no tempo. Delizam felizes no espaço. E jamais param. Jamais completam. É só por isso que nada do que posso criar com as letras tem exatamente um fim, ou um começo…




